quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A vacina preventiva da verdade

Após a visita e recepção trágico-cómica a Yoany Sánches no Brasil; resta-nos a dura lição de examinarmos mais uma vez a formação íntima das famílias brasileiras; mais precisamente nossos jovens, ou aquilo que será o porvindouro deste país acerca do claro entendimento de que o futuro começa hoje; porém, tendo suas raízes já no passado. A notória tragédia, e vulgarmente comentada em periódicos mundo afora de que jovens brasileiros ostentado frases como “Cuba o único país do mundo com vacina contra o câncer”; traz em si a clamorosa estupidez daqueles que protestaram contra a blogueira cubana em Salvador e em São Paulo. Será que o pleno tratamento e cura já foi obtido em todas as modalidades de câncer naquela ditadurazinha e já possui vacina preventiva?  Mui provavelmente, nos primeiros dias de março estaremos divulgando nosso avantajado crescimento de PIB – o pibinho de 2012 – que a mim, na realidade pouco superará 0,8% e com algum esforço numérico – “alquímico” chegará a 0,9%; pois não faço parte da corrente de Economistas que apostam na alegria petista de mais de 1%, como se fosse algo a comemorar. Creio que este ano não passará de 2%, pois para crescer é preciso Educação e Investimento, para estas duas coisas é necessário competência, trabalho e moral – não há nada disto no atual Governo. A alegria de incompetentes dura pouco, pois mesmo sem crescimento a economia inglesa já voltou ao sexto lugar; e o que importa é que somos um dos últimos em educação, e baixo de qualquer crítica em moralidade na gestão da coisa pública. Na verdade isto, a meu entendimento” é pouco relatado pelos nossos jornais.

Ontem no Congresso, o impetuoso Deputado Jair Bolsonaro, em seu pronunciamento contou um pouco da história recente do Brasil, e não da “estória” a que se prendem manchetes com meias verdades. Afinal quem foi quem na guerra contra o terror no Brasil? O que queriam esses ditos revoltosos, hoje democratas – mas mensaleiros? Afinal quem era quem?

A verdade sempre tem várias interpretações e a quem e por quem está sendo construída, e sob o Poder estará mais fácil sua condução e falsificação. Bolsonaro convidou até Genoíno ao debate que o olhava do meio do Plenário da Câmara, pateticamente abobalhado pelos fatos ali relatados. Interessante é que eram apenas manchetes de crimes de terror e morte, cometidos pelos hoje mandantes do país publicadas nos mesmos jornais que hoje se omitem na revisão histórica da ‘Comissão da Verdade’.

Assim, no Brasil da politicalha barata, da esquerda festiva e alienada, a verdade e a mentira são patentes demonstrações do que Goebels fez da Alemanha nazista - “a insanidade para se perpetuarem no Poder a qualquer custo e por qualquer meio”.

 

Oswaldo Colombo Filho  

O Estado de S.Paulo 21/02/2012

Diário da Manhã 22/02/2012

domingo, 20 de janeiro de 2013

Experts do achismo


Muitos experts do “achismo” lançados ao divinismo fizeram para o ano de 2012 previsões mirabolantes sobre vários aspectos da Economia brasileira. Crescimento do PIB de 4,5%, inflação de 3,5% etc.. Um dos economistas que mais se centrou na ciência econômica seus pareceres foi Alexandre Schwartsman. Mantega; Bresser e outros piadistas nem mesmo mereceriam publicação dos órgãos de imprensa pois Economia é coisa séria.     
Assim, como economista, li artigos ou até mesmo editoriais em jornais de grande respeito e circulação, assinados por “notáveis nomes” – consultores, ex - participes de governos, etc.. e com grande destaque promulgando descalabros homéricos sobre vários temas como o desempenho da economia; previdência; energia; educação etc.. O besteirol não passou incólume pela história, em célere registro dos fatos. Aos melhores e competentes economistas; porém, evidentemente críticos, muito poucos espaço lhes foi outorgado nos mesmos jornais. Até aqui neste espaço – Fórum do Estadão, muitos foram os “artigos” no gênero supracitado e em caráter assertivo até quanto à previsão do crescimento econômico, origem e números corretíssimos da efetiva situação dos Regimes Previdenciários; conjuntura concreta da área energética. Qualitativamente muitos, até na observância da área política mereceriam grande destaque, pena que a imensa maioria não foi publicada nas edições impressas por evidente falta de espaço. Há de se lamentar muito neste sentido que o espaço outorgado seja tão reduzido.
Porém quero ressaltar que não satisfeitos e, neste início de 2013; os mesmos que não se cansam de fazer papel de bobos da Corte; publicamente, como Mantega, Bresser e outros alquimistas e gozadores vem a carga para aludir que em 2013 o crescimento do Brasil superará 4% a 4,5% e em pior análise não inferior a 3%. Estão embaladíssimos pela que ocorrerá nas Copas das Confederações....
Valho-me do que estudei e analiso com os mesmos ou até menos dados que esses pseudos Economistas possuem; também não tenho bola de cristal; mas um país cresce com investimentos, e pela sua poupança interna aliando-se a Educação continuada como forma de prosperar e buscar prosperidade.
 
Não creio, piamente, que o país cresça metade da hipótese mais pessimista destes alquimistas; pois fundamentam suas políticas em consumo tal qual não veem que estamos caminhando para limite concebível ou estrutural das famílias brasileiras e se isso se romper, o “pão” não poderá faltar às mesas. Não tardará ao povo sair às ruas pela aviltante carga fiscal sem retorno algum por um Estado arcaico, entulhado por dezenas e dezenas de Ministros incompetentes e desqualificados moralmente.
Fatalmente teremos mais um ano de largas benesses fiscais, talvez e pelas primeiras expectativas tudo indica que a farra das desonerações supere R$ 150 bilhões; pode-se imaginar bem mais que isso, caso tenhamos bons preços de commodities e boa safra – pelas renúncias previdenciárias ao agronegócio, para azar dos aposentados do INSS - ex-contribuintes; pois ao não contribuintes nunca há perda no populismo. Mantenho assim mesmo a minha previsão ao PIB, em torno de 1,5% e olhe lá se não for pior, mesmo com todas “desonerações” circenses e irresponsáveis de Mantega e Dilma, pois elas estão funcionam como droga para um viciado que cada vez quer mais mas em nada frutifica ao bem comum da sociedade, ficando todo efeito aos setores amplamente beneficiados registrando isso aos lucros e transferências às matrizes quando multinacionais; porém, exigir do Governo que saibam ler balanços também é pedir demais de minha parte, alguns podem dizer. isso (?!)..  
Oswaldo Colombo Filho

O Estado De S.Paulo 20/01/2013
Congresso em Foco 21/01/2013

                    

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Escárnio com os recursos da Previdência Social


         Cada jogador que fez parte das seleções brasileiras campeãs mundiais de 1958, 1962 e 1970 receberá um prêmio especial de R$ 100 mil. São 52 ex – atletas o que perfaz o total de R$ 5,2 milhões as expensas da Previdência Social. Os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social) e Aldo Rebelo (Esporte) fizeram mais essa gentileza com o chapéu alheio. Vale citar que Maluf, aliado de Lula foi condenado, e ora recorre para não ressarcir ao erário paulistano o valor equivalente a 22 fuscas doados aos campeões de 70. Não só isso é permissível através da Lei Geral da Copa – aquela que muitos acéfalos acham que deixará algum legado à nação. Certamente deixará altos ensinamentos na escola e escalada da corrupção. Os mesmos ex-atletas receberão aposentadoria mensal equivalente ao teto do INSS, aquela que um trabalhador do Regime Urbano, em tese, para usufruir deve contribuir por no mínimo 40 anos, sendo que nos últimos 18 pelo teto máximo e ao requerer ter no mínimo 60 anos de idade para não ser vilipendiado pelo fator previdenciário. E note, mesmo assim pela forma de cálculo das médias adotado pelo INSS, nem mesmo chegará ao valor máximo que é apenas uma referência para formar a base de incidência da contribuição. Custo total dessa benesse R$ 2,7 milhões/ano aproximadamente.
Roubar pelo povo; para o povo para agradar o povo. 
         Seria oportuno aos Ministros com síndrome de Papai-Noel, explicitassem publicamente o quanto desviam dos aposentados da iniciativa privada em nome do circo chamado futebol. Em renúncias previdenciárias e às equipes de futebol profissionais, e tão somente aos Clubes participantes da série A do Campeonato Brasileiro chega-se ao total de R$ 150 milhões por ano. Por lei, o Governo deveria divulgar esses valores anualmente – não o faz! Pobres clubes, e ricos serão seus torcedores quando se aposentarem, cuja grande maioria continua gritando gol a cada tramoia descarada como essa. Pobre nação brasileira que espera do futuro? Ele nada traz e nada nos dará. Nós é que, para construí-lo, devemos dar-lhe tudo. 

        Ainda neste contexto a pseudopresidente canta e encanta abobalhados pelo futebol ao reabrir o Mineirão... Prometeu fazer a Copa do mundo e construir ou reconstruir doze sedes; ao que parece assim o fará – “custe o que custar ao erário público”. Prometeu também construir seis mil creches; entregou até agora sete. E a galera continua vibrando a cada gol.... O fim do calendário Maia chegou e já passou; porém a imoralidade na coisa pública brasileira está sempre se reinventado com a triste anuência de uma nação entregue a mais completa apatia pelos seus desígnios.            

      Oswaldo Colombo Filho 
O Estado de S.Paulo 24/12/2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Apagões não eram coisa do passado?


           Para que Lula fosse eleito em 2002, os petralhas dedicaram-se em dar notória publicidade ao período chamado de "apagão" durante o governo FHC; este por sua vez, em contraposição não soube explicitar nada. O que de fato ocorreu foi uma conjunção de fatores, especialmente motivados por um largo período de estiagem que estatisticamente, até então, se repetia a cada quatro ou cinco décadas.
           Pois é, Lula veio e junto com ele o maior apagão da moral a gerir a coisa pública, e nunca antes na história deste país se viu tanta canalhice e hipocrisia incrustrada no seio da Instituição Presidência da República, e que, aliás, continua, pois é de Dilma o Gabinete em São Paulo onde operava o Rosegate; são também do seu desnorteado Governo as Agências Reguladoras (cabides de emprego petralhas); Ministérios (farta distribuição de feudos e erário à base aliada). A saga continua com a mãe do PAC, empacado como as seis mil creches prometidas e das quais apenas sete unidades entregues, depois de dois anos de anárquica passagem pelo Planalto. É uma pena, mas até a memória dos eleitores é digna de ser apagada neste país.
Dilma num rompante de sargentão declara baixar o valor nas contas de energia elétrica, e isto por decreto...! Ou seja, pisou no acelerador sem olhar para o nível dos reservatórios que estão próximos do mínimo de segurança que FHC enfrentou. Acho que até São Pedro está farto da incompetência dos petralhas; pois se reduzirá mais ainda a capacidade de investir naquilo que está sucateado. Para evitar os apagões-petralhas, que segundo Dilma e o Ministério das Minas e Energias são casos isolados; porém dos seis considerados grandes que ultimamente afligiram o país, dezenas de milhões de pessoas ficaram horas seguidas sem energia, as usinas térmicas (gás natural), deverão ser despachadas. Seu uso produz energia a custos ainda maiores. A infraestrutura geral da ONS caminha a passos largos para a obsolescência, e os petralhas nada ou quase nada investiram em 12 anos, tão apenas colheram daqueles que investiram e lhes deixaram a decretada herança maldita. Dilma sabe disso; afinal, foi Ministra das Minas e Energia. Sabe bem agora quanto nos custa a "doação" da Petrobras ao caudilho Evo Morales; a incapacitação da mesma Petrobras pela politicalha em não investir na Bacia de Santos na extração de gás desassociado de petróleo etc. etc..
          Discorre-se muito que o Brasil evoluiu com Lula; discorre-se assim muita besteira e com muito exagero. O que evoluiu emanou daquilo que abiscoitou como herança; além do que a economia aproveitou da conjuntura global e ali caminhou inercialmente arranhando os movimentos e ajustes econômicos globais que nos foram muito favoráveis. Será que aproveitamos o quanto deveríamos ou poderíamos aproveitar? Obviamente não; pois a política externa burra-lulopetista, não permitiu. Esta é elogiosa? Perdemos quanto? Isto é irrecuperável, são janelas de oportunidades que verdadeiros estadistas enxergam, e não será um apedeuta auxiliado pelo lesa-pátria Marco Aurélio Garcia que faria algo palpável. Não havia e nem há agora competência alguma instalada no Governo Central. Cite para si mesmo três Ministros de competência irrestrita em sua área de atuação! Nem mesmo um de moral ilibada encontrará!
          Economias como a nossa; aliás, "par e passo" à nossa em inúmeros caracteres comparáveis desde 2002, cresceram proporcionalmente muito mais, seja pela renda per capita seja pelo IDH. O que tanto se louva ao corrupto lulopetismo e que aqui se faz brilhar até em editoriais de jornais de primeira grandeza? Alardeiam-se as façanhas na área social; ora, além do que resultou em efeito do já disposto, o governo, mais se preocupou em corromper mentes inflando o mercado por crédito fácil, e que se fará sentir a médio e longo prazo. À sua "vassala e criada" classe ascendente, nada mais fez do que "vender o jantar para pagar um farto almoço"; na hora do jantar é que veremos como a coisa fica. Estão endividados até a boca e os Bancos ganharam como nunca – Lula mesmo diz isso. Distribuir recursos públicos sem contrapartida social é tirar via carga tributária na base de consumo de quem tem alguma coisa, para doar a quem tem menos sem quebrar o ciclo da miséria. Isto não é investir no futuro, é preservar o passado lúgubre para manter interesses funestos da classe política sobre os miseráveis. O que a modifica esses estado de coisas é a exigência de contrapartida educacional, que aqui a politicalha não quer como existe na China e muito antes dela no Japão e Coreia. O Bolsa Família, neste sentido é o esteio da ignorância e símbolo da mediocridade e amoralidade eleitoral e que Lula bem simboliza. 
    Oswaldo Colombo Filho
O Estado de S.Paulo 21/12/2012