domingo, 21 de outubro de 2012

Defraudação moral


O juiz de futebol, até então era o único ladrão que defraudava na presença de dezenas de milhares de pessoas e ainda ia pra casa protegido pela polícia; hoje ministros (dois) no STF afrontam publicamente a moral, a essência da ordem democrática e republicana e saem ilesos, também protegidos pela polícia e ainda mantém seus empregos vitalícios, e a “torcida” sequer pode vaiar tal qual notabilizar em refrãos suas progenitoras como bem o faz nos estádios de futebol. Que pena. . .

Oswaldo Colombo Filho
O Estado de S.Paulo 21/10/2012
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os verdadeiros lesa pátria.


         A indecência na vida pública, a falta de políticas e justiça social que sejam adequadas ao desenvolvimento da nação, são reflexos exclusivos da falta de cidadania que permeia a vida dos brasileiros. Já inexiste a estima a si e aos seus próprios familiares, tudo é uma questão de pilhéria, e se vive por circunstâncias e não por princípios honrados. 


         Cotidianamente desconsidera-se afeição ao próximo e aos que nos sucederão; e isso se torna patente na forma com que se encara a escolha dos representantes a cargos públicos. Não são os marginais que lá estão os culpados pelos atos que praticam; pois quando eleitos bem se sabe quem são; o que são e o que farão. Não são ainda os incompetentes eleitos que deixam de fazer políticas necessárias à melhoria da educação, saúde ou segurança, pois quem os elegeu foram aqueles que necessitavam desses serviços. Os culpados são precisamente os que se omitem de qualquer responsabilidade decisória em favor de um futuro justo no ato de votar; estes são os verdadeiros lesa pátria dessa nação.

      Oswaldo Colombo Filho
O Estado de S.Paulo 01/10/2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Piadas de (Men) Salão

          Durante uma de suas exposições, o Ministro Lewandowski, em breve interrupção referiu-se a inúmeras citações em depoimentos em que os réus titulavam-se por “doutores”. Disse ele: “Desde que cheguei a Brasília, seis anos atrás, percebi a profusão em tratativas desse tipo; deve haver incontáveis teses escritas para tamanha deferência”.
         Engana-se o Ministro; pois “seu doutô”, já deixou de ser peça de folclore; senão vejamos. Analfabeto, que desabona o hábito da leitura e da cultura é guindado ao título honrado de “honoris causa”; e isto por uma inversão de valores morais. Nesse caso - o da honestidade; afinal, falamos do chefe do mensalão, e que ao critério do citado Ministro e de alguns rogados estúpidos, ditos intelectualizados, mas de moral dúbia e defensores de Dirceu dizem ser isso apenas indício e não prova tal qual a de que lavagem de dinheiro é esquecê-lo no bolso nas calças e mandá-la para a lavanderia.
     Aqui ainda, ou melhor, em Brasília, e para bem exemplificar, tínhamos um “doutô  Ministro da Educação”. Trata-se de um sujeito que chamou outros de fascistas que o criticaram por ele ter afirmado previamente que “escrever errado está certo”. Eu não sabia que criticar um burro, apedeuta e ignóbil ao cargo que ocupou, fosse um ato fascista, o que comprova ser mesmo um ignorante.
     Mas há um caso extraordinário e que o Ministro bem conhece na Suprema Corte; trata-se de um dos seus colegas e que foi guindado ao cargo de tamanha responsabilidade sem jamais ter transpassado a função de estafeta da facção política que organizou e dirigiu o mensalão, a mesma que surrupiou, corrompeu, lavou e acabou com a moral na coisa pública brasileira e que o próprio Ministro Lewandowski insiste em amenizar.
     Em breve, quiçá, quaisquer cidadãos não se tratem por “dotôres”, mas sim por Ministros. - Sinal dos tempos, afinal se para os “dotôres” pouco se exige, não se vê também o que determinados fazem na Suprema Corte, onde pouco ou nada foi lhes foi exigido, e de fato estes sequer reúnem condições morais mínimas ao cargo que ocupam.
    
     Oswaldo Colombo Filho

O Estado de S.Paulo 28/09/2012

Diário da Manhã (GO) 01/10/2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

IRA SANTA


"Quando a injustiça se torna uma lei, a desobediência é uma obrigação moral" 
(Mahatma Gandhi).

    Não espanta a qualquer brasileiro minimamente culto, ter visto e ouvido a rapidíssima e dissuadida leitura, pois não há melhor definição daquilo que fez o "bacharel - estafeta" do PT - Toffoli na sessão do STF ao inocentar o quadrilheiro João Paulo Cunha. Seguiu a tese do revisor, Lewandowski, outro estafeta do PT. O voto de cabresto de ambos já era esperado.

      O embasamento ridículo e acintoso que usaram foi um descalabro avesso à moral e que se predispuseram a registrar na história de suas vidas, e isto publicamente; porém recebeu contundente e precioso revés dos outros membros da Corte.

Luca Giordano (1634 - 1704) Cristo expulsando os vendilhões do Templo

     O ministro Peluso, em sua última sentença dada na Corte antes de sua aposentadoria, além de condenar os canalhas do mensalão desmereceu a tese de latrina ali postada pelos já supracitados vendilhões a serviço da explícita bandidagem. Toffoli, se tivesse alguma moral, ali nem estaria, em razão de seu passado, pois certamente como assessor de Dirceu participou do mensalão de forma direta ou indireta, estando assim, sob suspeição.


   Ele representa a maior vergonha nos tribunais brasileiros e do qual todos os juízes, desembargadores, e membros do Ministério Público deveriam, a bem do Judiciário, exigir afastamento. Se não há precedente, que seja o primeiro! Se não há formas, que se crie; afinal o Poder Judiciário representa a Nação e está extraordinariamente acima desse elemento. Na vida, a visão das opiniões vergonhosas e decisões de hipócritas togados nos dão o exato contraste de interesses entre o bem e o mal; entre a cobiça e a máxima do auxílio ao próximo; do desleixo pela coisa pública; da apatia da moral; da canalhice dos tribunais. Como juntamos tantos canalhas num único país? E em única geração? Que Deus nos revele a Ira Santa; que Ele inquiete este povo tão servil a esse descalabro insustentável; a essa injustiça descabida.


Oswaldo Colombo Filho


O Estado de S. Paulo 04/09/2012
Diário da Manhã 27/08/2012.